Saúde e educação sofrem com problemas de falta de segurança

Durante a sessão da Câmara Municipal de Betim, desta terça-feira (10), o vereador dr. Vinícius Resende (SDD) recebeu uma pauta de reivindicação dos funcionários da Unidade Básica de Saúde do Teresópolis. No manifesto foram pontuadas questões relacionadas às precariedades estruturais da unidade, à falta de profissionais e até mesmo a problemas como ameaças sofridas pelos funcionários.

De acordo com os manifestantes, a população estimada do Teresópolis é de 70 mil pessoas, e segundo eles, para atender a toda a demanda, seriam necessárias dez equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF), divididas em três unidades. Ainda de acordo com os funcionários, atualmente, só existe uma unidade com quatro Agentes Comunitários de Saúde (PACs), que seguem modelos ultrapassados e ineficazes e que não contemplam ações de prevenção a doenças.

Os manifestantes informaram ainda que a estrutura física da UBS é bastante precária. “A unidade era para ser usada provisoriamente pelo tempo de seis meses e já está em uso há quase 13 anos”, informou. A estrutura é feita de madeirite, material inflamável, e que auxilia a proliferação de mofos e cupins. E os problemas não param por aí. Na carta entregue ao vereador, foi informado que três funcionários já pediram o afastamento da função por medo de ameaças.

Para dr. Vinícius Resende, essa é uma situação calamitosa. “Não podemos aceitar que a saúde pública seja tratada com tanto desaso. É uma irresponsabilidade. Não é só o povo que sofre com todo esse caos, os funcionários também são afetados. É impossível oferecer um atendimento de qualidade quando não se tem nem mesmo a estrutura básica necessária. E quem sofre com a indignação do povo são os funcionários que estão na ponta do atendimento”, disse.

Educação

Outro problema levantado pelo vereador durante a sessão foi a falta de segurança na Escola Estadual Afonso Pena, no bairro Brasileia. Segundo ele, os diretores e os professores da escola estão bastante assustados com a venda e o consumo de drogas nas proximidades e até mesmo dentro da escola. De acordo com dr. Vinícius, a vice-diretora do Afonso Pena, Vanete Ribeiro, relatou que, em menos de quatro meses, já foram registradas 12 ocorrências de roubos de celulares e vales-transporte dentro da instituição, objetos que, segundo ela, são facilmente trocados por drogas.

Ainda segundo Vanete, ela já acionou a Policia Militar para que fosse reforçado o patrulhamento nas proximidades da escola, principalmente durante a entrada e a saída dos alunos, mas não conseguiu uma resposta afirmativa da PM.

O vereador dr. Vinícius Resende apresentou um requerimento na Casa solicitando à Polícia Militar que fosse implantada uma guarita da PM nas proximidades da escola e que o patrulhamento na porta do Afonso Pena fosse ampliado durante o início e o final dos três turnos de aula. Segundo a vice-diretora, mais de 2.000 alunos estão matriculados na unidade.

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