Ficou para a próxima semana a retirada de um monumento da avenida Bandeirantes. O obelisco, que simboliza a inauguração pelo então presidente Juscelino Kubitschek da parte mineira da rodovia Fernão Dias, foi alvo de imbróglio entre a prefeitura e outros órgãos da cidade.
Anteontem, durante todo o dia, funcionários das empresas responsáveis pela operação estiveram no local para fazer a retirada do obelisco, mas isso não ocorreu, assim como ontem. Segundo um deles, “há uma chapa de ação no interior do monumento, o que resultou em um reforço na operação”. Com isso, a retirada ficou para a semana que vem. A previsão é que ele seja cortado em quatro partes.
Até o início da operação para a mudança de local do monumento, o que não faltou foi informação desencontrada. O ápice dessa polêmica foi a exoneração do ex-presidente da Fundação Artístico-Cultural de Betim Dannier Copertine, acusado por vereadores da cidade, como José Afonso de Oliveira, o Pãozinho (PV), entre outras coisas, de “prejudicar a obra no local devido à demora para resolver a questão”. A Autopista Fernão Dias, responsável pela obra, negou a informação.
O monumento, tombado pelo Patrimônio Histórico de Betim, é de responsabilidade da União e fica no local onde será construído um acesso viário, com viadutos e rotatórias.
Polêmica
Apesar de o monumento ser de responsabilidade da União, a retirada dele do local para o andamento das obras também é alvo de polêmica. A Autopista Fernão Dias informou que “a responsabilidade da retirada do monumento é da prefeitura e que a concessionária está colaborando com apoio operacional”. Já a prefeitura informou que “a retirada do monumento está sendo realizada pela Autopista”.