Apesar do orçamento bilionário previsto para o exercício de 2015, o Executivo municipal destinou apenas R$ 5.000 para investimentos na indústria, tendo reservado R$ 542 mil para o setor de comércio e serviços.
De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Betim, Fabrício Freire, o valor destinado à indústria é simbólico, e a expectativa é que a Pasta tenha R$ 1,5 milhão para incentivos nesse segmento.
“Como vai acontecer uma reforma administrativa na prefeitura em 2015, deixamos, por uma questão técnica, a rubrica aberta para vincularmos uma receita maior posteriormente. Essa receita será destinada a capacitação, treinamentos e realização de feiras, sempre com o objetivo de atrairmos novos empreendimentos”.
Freire reconhece que o valor ainda será pequeno frente à importância do segmento para a economia local, mas será superior ao valores previstos nos anos anteriores. Ele também admite que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, pela sua importância estratégica, tem atualmente uma estrutura ultrapassada.
“Estamos lutando para mudar esse quadro, essa estrutura arcaica. Nosso objetivo é criar um setor de negócios internacionais, pois temos empresas de praticamente todos os continentes”, disse.
Falta planejamento
De acordo com o vereador Daniel Costa (PT), a administração municipal tinha que se preocupar mais com a geração de receita própria, através de tributos como o Imposto Sobre Serviços (ISS), mas, para isso, teria que aumentar a sua capacidade de atrair investidores. “Na nossa avaliação, não há por parte dos atuais gestores municipais o devido planejamento com o futuro da cidade. Não dá pra aceitar que reclamem da falta de receita se não há um trabalho voltado para a atração de investidores ao município”.
Fuga
Para o economista Vicente Mesquita, se nada mudar em Betim, o futuro da cidade será preocupante. “Se você não atrai investidores, empresas dos setores da indústria e do comércio, por exemplo, corre o risco de ter a sua receita cada vez menor, com demandas sociais cada vez maiores”.
A última grande empresa a se estabelecer em Betim foi a Toshiba, há dois anos. Em contrapartida, o centro de distribuição das Casas Bahia foi fechado, gerando desemprego.