Dezenas de famílias que vivem às margens do córrego Goiabinha, no bairro São Salvador, há mais de 10 anos reivindicam das autoridades locais a realização de uma obra de canalização no córrego, que atormenta a vida da comunidade.
Segundo eles, além do mau cheiro e dos animais peçonhentos, provenientes da água de esgoto da região que é despejada no local, basta chover para as casas às margens do córrego, na avenida Vereador Paulo Drumond, ficarem alagadas.
“Com a chuva, o córrego encheu de terra, impedindo a passagem de água. Com isso, sempre que inicia o período chuvoso, começam as inundações. Na semana passada, por exemplo, essa água suja e repleta de doenças subiu 30 centímetros, invadindo nossas casas. Há cerca de dois anos, a situação foi ainda pior. Choveu tanto que ficamos ilhados e tivemos que deixar nossas casas”, contou mecânico Hélio de Mello.
Revoltado, o morador reivindicou providências do governo municipal. “Desde 2001, sofremos com esse problema. Na época, o prefeito Carlaile Pedrosa prometeu que iria construir uma avenida sanitária aqui, mas, durante os oito anos do governo dele, nada foi feito. Depois, em 2009, a ex-prefeita Maria do Carmo assumiu a prefeitura, e a situação também continuou da mesma forma. Agora, Carlaile voltou para a prefeitura, e nada foi feito. Eles só prometem e não fazem nada. Nós, do Citrolândia, fomos esquecidos pelas autoridades. Pagamos impostos como qualquer cidadão betinense e merecemos ter uma vida digna”, desabafou Hélio de Mello.
Outro morador revoltado é o aposentado Reinaldo Fernandes Pereira. Morador da região há mais de 40 anos, ele disse estar cansado das promessas dos governantes. “É um empurra-empurra danado, e ninguém faz nada. Enquanto isso, somos nós que sofremos com a situação. Toda vez que o córrego inunda, perdemos muita coisa em casa”.
Promessa
Questionada se existe previsão orçamentária para 2015 para realizar a canalização do córrego Goiabinha ou construir uma avenida sanitária no local, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Betim, por meio da Divisão de Programas e Projetos Urbanos, informou que o projeto de estruturação para viabilização dessas obras está em estudo. “Se ele for aprovado, a previsão de execução é 2015”, declarou.
Em relação à limpeza do córrego, a Regional Citrolândia afirmou que promove a limpeza do local a cada dois meses. “Vamos fiscalizar o local para providenciar as medidas necessárias na contenção do alto volume de água que se armazena na região neste período de chuvas”.
Pressão
Após a reportagem entrar em contato com a prefeitura sobre o problema vivenciado pelos moradores da região, o Executivo enviou uma equipe para fazer a limpeza do local.