A geração de empregos formais em Betim fechou 2014 com uma queda de 550% na comparação com os números de 2013, segundo balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No ano passado, a cidade fechou 2.513 postos de trabalho, o pior resultado em dez anos.
Apenas em dezembro, o saldo negativo de vagas foi de 1.566. Em 2013, já com sinais da crise econômica, foram criadas 558 vagas. O melhor resultado na última década foi em 2010, com 10.350 empregos formais gerados, seguido por 2007, com 10.166.
Os setores que mais contribuíram para o resultado negativo em 2014 (o único em dez anos) foram a indústria de transformação e a construção civil. A primeira fechou o ano com 2.038 demissões a mais do que o número de contratações – 20.791 contra 18.753 –, liderando o ranking negativo. Já a segunda área teve um saldo negativo de 1.498 vagas.
Na outra ponta, o setor que apresentou o melhor resultado foi o de serviços. Apesar da grande rotatividade entre demissões e contratações, ficando atrás apenas da indústria nesse quesito, a área teve um saldo positivo de 553 vagas. Em seguida, aparece a administração pública, com 265 empregos formais. O comércio criou 203 vagas.
Para o economista Vicente Mesquita, esse cenário deve continuar. “Principalmente agora, no início do ano, devemos ter mais redução de vagas de empregos, porque estamos em um período de crescimento zero, podendo até ter recessão”, disse.
Ainda de acordo com ele, cidades como Betim, que tem na indústria sua principal fonte de renda, vão continuar sentindo efeitos negativos na economia. “A indústria está com a demanda caindo. Com isso, será feito um reajuste na produção, que é o desemprego. Além disso, Betim não tem atraído investimentos. A violência na cidade está grande, e os impostos são altos”, afirmou.