Pelo quarto mês seguido, a criação de empregos formais em Betim teve saldo negativo, segundo levantamento divulgado nessa quinta-feira (21) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
De acordo com o Caged, o saldo da criação de empregos apresentou um resultado negativo de 132, ou seja, foram demitidas mais pessoas do que admitidas, tendo sido 4.545 contratações e 4.677 demissões. No mesmo mês de 2013, a criação de empregos formais teve um saldo positivo de 96 novas vagas.
Apesar de apresentar mais um resultado negativo, o mês de julho foi melhor que maio e junho, quando foram fechados 515 e 577 postos de trabalho, respectivamente.
A indústria e a construção civil continuam como os setores que mais apresentam resultados negativos. A primeira demitiu 1.913 trabalhadores, contra 1.615 admissões, resultando em um déficit de 298 postos. Já a segunda contratou 744 pessoas, contra 776 demissões, ou seja, menos 32 vagas de emprego.
Na outra ponta, os dois setores que apresentaram os melhores resultados foram o comércio, que abriu 133 vagas, e o de serviços, que criou 69 postos de trabalho.
No acumulado do ano, o resultado de Betim é bem inferior ao de 2013. De janeiro a julho do ano passado, o saldo da criação de empregos foi de 2.390, contra 535 deste ano, uma queda de 77%. Em 2014, nos primeiros sete meses, a construção civil foi o setor que apresentou o pior balanço, com um saldo negativo de 744 vagas.
De acordo com o professor de economia aplicada e economia empresarial Raul Duarte Neto, da Fundação Getúlio Vargas, esse cenário deve permanecer pelos próximos meses. “A indústria é o setor que está mais estagnado, com um resultado mais crítico. Será preciso medidas mais enérgicas para que a economia volte a crescer”, afirmou.
País
Ainda segundo o Caged, o Brasil criou 11.796 empregos com carteira assinada em julho, uma queda de 71,5% frente ao mesmo mês do ano passado. Foi o pior resultado para um mês de julho desde 1999.