Durante toda semana passada, o MGB realizou uma série de atividades antes da tradicional Parada do Orgulho LGBT. Palestras, debates, confecção de cartão do SUS com o nome social da Travestis e Transexuais, blitz educativa e o primeiro casamento coletivo homoafetivo da cidade. Tudo favorecia para que a 13ª parada gay superasse as anteriores como é de costume, mas a violência - que tem aumentado em Betim - roubou a cena e tirou o brilho do evento.
O tema da edição deste ano era Amor Não Tem Sexo, uma reflexão para que a comunidade LGBT mostrasse aos menos esclarecidos, preconceituosos e homofóbicos, que para o amor não existem barreiras. Mas o que se viu foram cenas de vandalismo, consumo de drogas, assaltos, muita pancadaria e a intervenção da Polícia Militar a todo momento.
Logo no início da concentração era possível ver grupos de adolescentes trajando chinelo, bermuda, bonés e escutando funk pelo celular no entorno do local. Eles estavam em pontos diferentes e muitos fumavam maconha livremente.
No centro da multidão, rapazes sarados, sem camisa, exibiam seus corpos e, a princípio, pareciam estar a procura de garotas, que são amigas e admiradoras dos homossexuais e são forte presença em eventos gays.
A PM levou um ônibus com aproximadamente 20 policiais, além da cavalaria e viaturas para manter a ordem.
VANDALISMO
Na avenida Amazonas, entre o viaduto do Lapinha até o viaduto do Senai, muros, portas de lojas e banca de revista foram pichados por um grupo de adolescentes.
DROGAS
Algumas pessoas aproveitaram o evento para usar maconha e cocaína. O cheiro de maconha era sentido por quase todos canto. A cocaína era cheirada em pequenos ciclos de roda.
BRIGAS E ROUBOS
Durante um dos shows na concentração, logo em frente ao palco, um círculo foi aberto causando correria e muita preocupação. Pessoas que estavam próximas à grade que separa o público do palco caíram. A PM teve agir para conter os ânimos.
Dez minutos depois, outra confusão próxima ao mesmo ponto e a cavalaria foi acionada. Minutos após, outra confusão, e dessa vez partida dos adolescentes que estavam no entorno da concentração. A PM teve que agir com cassetetes.
A parti daí, o que se viu foram brigas e roubos durante todo percurso da parada. A Polícia Militar teve que agir várias vezes.
As pessoas ficaram preocupadas e inseguras. Muitos resolveram ir embora para evitar que algo pior pudesse acontecer. Os que permaneceram viram as cenas se repetirem até o final da parada.
RELATOS
- Segundos informações, uma travesti foi ameaçada por policiais militares e teve um spray de pimenta jogado nos olhos.
- Um homossexual também teria sido agredido, ele foi jogado no chão e teria sido chutado por heterossexuais.
- As reclamações sobre o furto de celulares e a insatisfação com a parada foi a campeão de comentários nas redes sociais.
PÓS PARADA
Neste ano, não houve a festa de encerramento como nas edições anteriores, e sim, uma festa privada realizada em um bar da cidade. Devido as confusões ocorridas na parada o público esperado na festa foi inferior ao esperado.
REPOSTAS
O comando da Polícia Militar da cidade negou qualquer tipo de ação com uso excessivo da força e de forma desnecessária contra a comunidade LGBT.
O MGB deve divulgar uma nota sobre o evento ainda nesta semana.
Atualizado às 18hh47